Eu não sou de direita
Nem tão pouco de esquerda
Eu sou é “pra-frente”
Na direção que se anda o presente.

Não sou da ala do centro
Nem do grupo do lado ou do fundo
Eu sou mesmo é “pra-frente”
Um cidadão da aldeia mundo.

Minha avó quando chamava menino de “pra-frente”
Tinha significado conotativo, figurado
Era um menino chato, falante, excêntrico
Atrevido, de limites ignorado.

Esse “pra-frente” da vovó eu não sou mais
“Pra-frente” hoje para mim, tem outra conotação
Que é moderno, disposto ao novo
Respeita diversidade e tradição.

Nasci a frente do meu tempo
Por isso, às vezes, tropeço pelo caminho
Mesmo assim desejo, projeto, alcanço
Sem me perder pelo destino.