A serra é o pano de fundo
Com sua beleza verde colorida
Cheia de ipês matizando a crina
Que respira no céu, equilibrando a vida.

No vale, o capim segue firme,
Seja inverno ou verão, o açoite do gado
Que em procissão segue sua lida:
Correndo; Comendo; Parindo; Engordando;
Multiplicando o sonho
De um goiano apaixonado (Visionário).
O sítio é Passeio de Lua, vicinal 15 do Apiaú.
Isso é Roraima, na pequenina Mucajaí.

E a lua passeia mesmo sobre aquela gente
Tem o tempo de plantar e o tempo de colher
Tempo para tudo, principalmente para se divertir,
Se alegrar, de viver.

Aliás, no passeio da lua,
Sempre se tem tempo para viver,
Para conversar, sorrir e chorar...
O povo, que passeia por lá,
Sempre tem histórias de sucesso para contar!

E como contam histórias, aquele povo goiano!
Sempre regada a uma pinga,
Alimentada com a música sertaneja,
Histórias, músicas e pinga
Passear na Lua, vale também uma cerveja.

Saboreando a galinha caipira
Mergulhada na pequizeira
Acompanhada de uma salada,
Pode até parecer amarga,
Isso é o sabor da gueroba.

Entre filhos, genros, sobrinhos, netos e bisnetos
Está o patriarca, seu Valdivino
Que é Seu Vavá, para todos e para os íntimos
Que vai seguindo a vida
Entre o sonho, o real e o destino
Vivendo no Passeio da lua...
... No tempo que lhe deu o Divino!