
Imagem meramente ilustrativa.
Para o Teatro
Estadual Carlos Gomes – Boa Vista
E quando um
teatro é reerguido,
reformado,
ampliado,
quando suas
paredes antigas ganham novo fôlego
e seus
corredores voltam a chamar pelo público,
é como se toda
a cidade
respirasse mais
fundo.
Porque não é só
o prédio que renasce —
é a cultura que
desperta,
é o povo que se
reconhece,
é a memória que
volta a pulsar
sob o brilho
das luzes de cena.
Quando um
teatro renasce,
voltam a
acender-se os sonhos
dos que
chegaram ontem
e dos que
caminham desde sempre.
Voltam os
ensaios cansados e felizes,
a vibração da
orquestra afinando,
o cheiro da
madeira aquecida pelos refletores,
o arrepio do
ator que pisa o palco pela primeira vez.
Reerguer um
teatro
é restituir ao
povo a sua própria voz.
É devolver ao
Estado de Roraima
o seu templo de
arte,
seu abrigo de
sensibilidade,
seu coração
luminoso.
E quando se
trata do
Teatro Estadual
Carlos Gomes,
em Boa Vista,
o gesto é ainda
maior:
é honrar
décadas de história,
trazer de volta
os aplausos que ecoaram,
ressignificar
cada fileira de poltronas,
cada palco
erguido com suor,
cada espetáculo
que incendiou corações.
O Carlos Gomes
reerguido
é o símbolo de
que a arte continua,
cresce, se
expande,
mesmo quando o
tempo tenta calá-la.
É casa grande
da música,
morada da
poesia,
porto seguro
dos grupos teatrais,
palco sagrado
de vozes que constroem Roraima.
E assim, ao
abrir suas portas renovadas,
o teatro não
apenas volta a existir:
ele se torna
maior,
mais forte,
mais
necessário.
Porque quando
um teatro renasce,
não renasce
sozinho —
renasce com ele
todo o Estado, não só a capital Boa Vista.
Quando um teatro renasce, renascem também outros artistas...
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